5 Formas com que a Ciência pode prever a Morte e o Envelhecimento

Muitos de nós tememos o envelhecimento e a morte, mas mesmo assim os cientistas descobriram formas de prever quando elas vão acontecer. 
Começa a acontecer quando estamos próximos dos 30 anos.  Todas aquelas pancadas e pequenas contusões que tivemos quando éramos adolescentes, mesmo que curadas externamente, começam a voltar como dores aleatórias em nossas articulações ou na coluna - não conseguimos nos mover como antes. Algumas mulheres começam a ver rugas se formando (argh!) Todos nós nos importamos com o envelhecimento, e alguns de nós pensamos demais sobre o momento de nossa morte. Mesmo sendo melhor não se preocupar muito com isso, se você estiver realmente interessado em ter uma estimativa, aqui estão quatro formas que permitem aos cientistas prever a morte e o envelhecimento.
1) SEU OLFATO
O nariz requer regeneração celular constante para manter sua habilidade de sentir cheiros, especialmente quando se trata de aromas mais sutis. Mas conforme envelhecemos, nossas células começam a perder sua capacidade de regeneração, parte devido a "mudanças ligadas à idade em células-tronco de tecidos específicos", um estudo de 2005 afirma. Então faz sentido que, portanto, a capacidade do nariz de sentir cheiros irá ficar prejudicada conforme envelhecemos.
Um estudo do início deste mês descobriu exatamente isso. Após testar as habilidades de aproximadamente 3000 homens e mulheres acima de 57 anos de identificar cinco aromas - menta, peixe, laranja, rosas e couro - eles descobriram que os que eram os piores em identificar cada um de um grupo de quatro tinham três vezes mais chances de morrer dentro de cinco anos.
2) QUÃO FORTE É SEU PUNHO?
Foi verificado que o seu nível de instrução pode te ajudar a prever a morte, mesmo que por uma margem pequena. Pesquisas sobre envelhecimento pelo mundo já começaram a implementar testes de força como forma de determinar o quão rápido uma pessoa está envelhecendo. Afinal, uma força menor pode estar associada com qualquer condição, desde deficiência até declínio cognitivo e desde a capacidade de a pessoa se recuperar de ferimentos até a morte.
Um estudo, publicado em maio no periódico PLOS One, agregou dados de mais de outros 50 estudos e descobriu que o nível de escolaridade de um indivíduo poderia dar pistas sobre sua força de preensão - a força de seu punho para segurar e apertar objetos - e, portanto, sobre sua taxa de envelhecimento. Eles descobriram que "uma mulher branca de 65 anos que não terminou o ensino médio tem a mesma força de preensão que uma mulher branca de 69 anos que o completou", disse Serguei Scherbov, o autor do estudo, em um comunicado à imprensa. “Isso sugere que, através da característica única da força de preensão, suas idades são equivalentes, e as mulheres de 65 anos nesse cenário envelhecem quatro anos mais rápido por causa de seu nível de instrução menor.”
3) EXAME DE SANGUE PARA ENVELHECIMENTO?
Não há dúvidas de que o sangue é uma das melhores formas de ter uma estimativa de nossa saúde. Exames de sangue nos indicam doenças (DSTs, por exemplo), nosso sistema imunológico e, obviamente, pressão sanguínea e colesterol. Mas, recentemente, os cientistas também descobriram que biomarcadores sanguíneos, que são moléculas que indicam o estado de saúde, também podem determinar se uma pessoa irá viver por mais tempo.
Um estudo publicado em março deste ano coletou amostras de sangue de 9842 pessoas; em cinco anos, 508 delas morreram. Quando os pesquisadores testaram o sangue, descobriram que quatro substâncias - albumina plasmática, Alfa-1-glicoproteína ácida, tamanho de partículas de lipoproteínas de densidades muito baixas e citrato - apareceram em maior concentração do que o restante. Outro experimento com 7500 participantes encontrou resultados similares.
Os pesquisadores afirmaram que estes biomarcadores são indicadores de doenças futuras, já que são sinais de fragilidade geral do corpo. Mas era naquelas em que os níveis de biomarcadores estavam entre os 20% das pessoas com a maior concentração que tinham 19 vezes mais chances de morrer em cinco anos, se comparados com aquelas entre os 20% com os menores níveis.
4) PENSA RÁPIDO! SUA VIDA DEPENDE DISSO
Não deve ser surpreendente que uma pessoa capaz de reagir rapidamente a qualquer estímulo provavelmente tem uma atividade cognitiva melhor. Em um estudo publicado no início deste ano, pesquisadores do University College London criaram um teste simples que você pode jogar aqui, que era capaz de determinar o risco de uma pessoa ter uma morte prematura dependendo do quão rápido ela reagisse.
O objetivo do jogo era ver o quão rápido as pessoas conseguiam pressionar um botão quando solicitadas por uma imagem se movendo rapidamente pela tela. Se você piscasse, provavelmente não veria. Ao longo de 15 anos, os pesquisadores descobriram que 378 dos 5000 participantes que jogaram o jogo em algum momento morreram. Quando compararam esses dados com suas pontuações no jogo, eles determinaram que aqueles com tempos de reação abaixo da média tinham 25% mais chances de morrer.
“Uma teoria é que um tempo de reação lento pode ser um reflexo da deterioração de outros sistemas do corpo, como do cérebro e do sistema nervoso,” disse Dr. Gareth Hagger-Johnson, autor do estudo, ao Medical Daily na época. “Provavelmente pessoas com tempos de reação mais lentos também são menos saudáveis.”
5) RESPONDA O CHECK-UP VIRTUAL
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