Embolização Uterina para tratamento de miomas

Melhores momentos na entrevista no programa Gente que Fala com o Prof Dr Alexandre Amato sobre embolização de miomas

Embolização Uterina é novamente incluída no rol de procedimentos de cobertura obrigatória por convênios e planos de saúde.

 

A embolização é uma técnica de radiologia intervencionista aplicada à área ginecológica para abordagem terapêutica de várias situações, como no tratamento do leiomioma uterino sintomático. Miomas uterinos são nódulos de tecido muscular liso e tecido conjuntivo fibroso que se desenvolvem na parede do útero. São os tumores benignos mais comuns observados na prática ginecológica.

Apesar do rol já apresentar uma opção terapêutica para o tratamento do mioma com preservação do útero – a miomectomia uterina – a embolização constitui uma alternativa minimamente invasiva ao tratamento cirúrgico para esta patologia.

A ANS resolve adotar os seguintes critérios:

1. Cobertura obrigatória nos casos de:

a. Mulheres portadoras de leiomiomas uterinos intramurais sintomáticos ou miomas múltiplos sintomáticos na presença do intramural (sintomas expressos através de queixa de menorragia/metrorragia, dismenorreia, dor pélvica, sensação de pressão supra-púbica e/ou compressão de órgãos adjacentes).

2. Não há indicação para realização do procedimento nos casos abaixo que, portanto, não teriam cobertura obrigatória pelo Rol de Procedimentos:
 

  • Mulheres assintomáticas;
  • Adenomiose isolada;
  • Mioma subseroso pediculado;
  • Leiomioma submucoso (50% do diâmetro na cavidade uterina);
  • Leiomioma intraligamentar;
  • Diâmetro maior que 10 cm;
  • Extensão do mioma acima da cicatriz umbilical.
  • Neoplasia ou hiperplasia endometriais;
  • Presença de malignidade;
  • Gravidez/amamentação;
  • Doença inflamatória pélvica aguda;
  • Vasculite ativa;
  • História de irradiação pélvica;
  • Coagulopatias incontroláveis;
  • Insuficiência renal;
  • Uso concomitante de análogos de GnRH


Fonte: ANS

 

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