Você que tem mais de 40 anos: Já realizou sua mamografia este ano?

Outubro é o mês da conscientização sobre o câncer de mama, comemorado no mundo inteiro desde os anos 90. Em diversos países monumentos são iluminados com a cor rosa, para lembrar sobre a importância da prevenção e diagnóstico precoce desta doença que vem vitimando cada vez mais mulheres. O laço rosa foi usado inicialmente no Estados Unidos, durante a corrida para a cura promovida pela Fundação Susan G. Komen em 1990, com o intuito de arrecadar fundos para a pesquisa e tratamento do câncer de mama. De lá para cá, esse símbolo foi ganhando mais e mais força. Quem não pensa em câncer de mama quando vê o famoso lacinho rosa?
O câncer de mama é o segundo mais frequente no mundo e o primeiro em mortalidade por câncer entre as mulheres. São estimados 57.960 novos casos no Brasil para 2016, tendo ocorrido 14.388 mortes em 2014 (fonte: INCA).
É uma doença multifatorial, ou seja, não tem causa única, mas sim uma combinação de fatores, tais como: primeira menstruação em idade muito jovem, menopausa tardia, não ter amamentado e uso prolongado de hormônios. Mutação genética está presente somente em cerca de 10% de todos os casos, ou seja, a maioria dos casos são esporádicos, em pessoas que não têm qualquer história familiar de câncer de mama. Por isso é importante realizar os exames corretamente, mesmo que não tenha nenhum familiar próximo diagnosticado.
Dentre os sintomas, podemos citar nódulo palpável, alteração na pele, gânglios palpáveis nas axilas. Mas tudo o que não queremos é que os tumores sejam diagnosticados neste estádio. Quanto mais precoce for feito o diagnóstico, melhor, maiores as chances de cura! E para isso, a melhor ferramenta que existe atualmente é a mamografia. Estudos mostram que ela reduz em até 30% a mortalidade por câncer de mama. Por meio dela conseguimos identificar lesões muito pequenas, que nem mesmo são palpáveis, aumentando as chances de cura.
Segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) e a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), ela deve ser realizada a partir dos 40 anos anualmente.
Infelizmente muitas mulheres do nosso país ainda não têm acesso adequado a esse exame. Ainda fazemos muitos diagnósticos em estádios mais avançados, nas quais as chances de cura são menores. Por isso, vamos aproveitar este mês para compartilhar informações sobre o câncer de mama e alertar as mulheres da nossa vida sobre a importância do diagnóstico precoce.
Priscila Beatriz Oliveros dos Santos
CRM-SP 128.956
Ginecologista/Mastologista

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