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Anti-inflamatórios: tipos, indicações e precauções.

Você já sentiu dor, inchaço ou vermelhidão em alguma parte do seu corpo? Esses são sinais de uma resposta inflamatória do seu sistema imunológico a uma lesão ou infecção. É nesse momento que entram em ação os medicamentos anti-inflamatórios, que ajudam a minimizar os sintomas e acelerar o processo de recuperação. Mas você sabe como eles funcionam e quais são os seus efeitos colaterais? Neste artigo, vamos explorar tudo o que você precisa saber sobre os medicamentos anti-inflamatórios, desde seus tipos até as precauções no uso e possíveis alternativas naturais. Leia agora e descubra como tratar a inflamação de forma segura e eficaz.

Sumário

Neste vídeo, o Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato, fala sobre a inflamação. Ele explica que a inflamação é uma resposta do nosso organismo a algum ataque, como um vírus, bactéria ou trauma. A inflamação aguda é necessária para reparar o corpo, enquanto a inflamação crônica, que pode ser causada por fatores como idade, obesidade, hormônios baixos, tabagismo e dieta rica em gorduras saturadas, pode desencadear várias doenças degenerativas, como aterosclerose, diabetes e Alzheimer. O Dr. Amato sugere medidas para prevenir a inflamação crônica, como seguir uma dieta anti-inflamatória, cuidar da microbiota intestinal, praticar exercícios físicos com frequência, dormir bem, reduzir o estresse e praticar yoga ou meditação. Ele enfatiza que a inflamação é essencial para a vida humana, mas precisa ser auto limitada, com começo, meio e fim.

Olá! Sou o Dr. Alexandre Amato, cirurgião vascular do Instituto Amato e hoje vou falar sobre um assunto muito importante e polêmico que é a inflamação. A inflamação é boa? A informação é ruim? O que causa inflamação? A informação é uma coisa que acontece no corpo de todo mundo, então é uma coisa que eu julgo que todo mundo deveria entender o que está por trás disso aí. A inflamação, ela é uma resposta do nosso organismo a algum ataque, pode ser algum corpo estranho ou alguma bactéria, algum vírus, algum trauma. Então a inflamação, ela pode ser aguda e pode ser uma inflamação crônica. A inflamação aguda é aquilo que acontece quando você machuca o dedo e o nosso tecido tem que ser reparado. Então nosso corpo, ele desencadeia toda a cascata do estresse oxidativo da inflamação, para que o corpo possa se defender e depois reparar essa lesão. Quando a gente fala de um vírus, de uma bactéria, eles também geram inflamação e a inflamação que vai desencadear todo o nosso sistema imune para chegar até lá e atacar esse corpo estranho, esse bicho que está te atacando. Então a informação, ela é uma defesa do nosso organismo. A inflamação por si só, é necessária para que a gente consiga lidar com todos esses estresses externos que a gente recebe. Agora a inflamação, ela vai aumentar o estresse oxidativo do nosso corpo e a inflamação aguda que vem, causa a reparação do corpo e depois cessa. Ela é boa! Agora existe a inflamação crônica, quando alguém entra num estado inflamatório e essa inflamação não cessa, fica numa situação crônica. Isso mantém o nosso corpo numa reação de alerta contínuo e a inflamação crônica, ela não é boa para o nosso corpo. Agora existem situações de inflamação crônica, em que ela é silenciosa, em que ela é uma uma reação inflamatória crônica de baixo grau. Essa é a pior de todas, porque a pessoa não percebe que está num estado inflamatório e isso dá margem para que outras doenças degenerativas se desenvolvam. Várias doenças degenerativas já foram correlacionadas à inflamação, então a causa delas pode vir dessa inflamação então a aterosclerose, diabetes, Alzheimer, são tantas as doenças degenerativas que podem ter origem na inflamação que a gente pode falar que a doença em si é a inflamação crônica. Então o problema é a perpetuação dessa inflamação, a inflamação, ela vai desencadear a cascata da coagulação e vai desencadear o reparo do corpo quando de forma aguda. Mas quando de forma crônica, ela não vai fazer bem para o seu organismo. Essa inflamação crônica que dura meses, anos, é essa que vai desencadear todas as doenças degenerativas. A gente tem um limite do que o nosso corpo consegue lidar com essa inflamação e tem a informação que ocorre como defesa do nosso organismo. Então a gente tem que estar num equilíbrio, a gente tem que conseguir lidar com essa informação e como fazer isso? Então a gente tem que diminuir os fatores inflamatórios da nossa vida. Existem vários fatores que estão por aí no dia a dia e que ninguém se dá conta, a idade, por exemplo, a obesidade, os hormônios muito baixo, o tabagismo, a dieta rica em gorduras saturadas, tudo isso pode desencadear inflamação. Agora o que essa inflamação pode gerar de sintomas? Então pode acontecer sintomas em todos os órgãos do corpo. Isso pode aparecer, por exemplo, no trato gastrointestinal. A gente pode ficar com constipação, com o intestino preso ou pode ter uma liberação do intestino, de forma que tem diarreia, então pode ter constipação, diarreia que pode parecer coisas bem antagônicas, mas pode vir da mesma origem inflamatória. A própria obesidade pode ser uma resposta a essa informação. A dor no corpo, fibromialgia pode ter também uma fadiga e esse cansaço crônico também pode vir dessa inflamação. E uma suscetibilidade a outras infecções, então você fica mais sujeito a ter infecções recorrentes. Pode ser resposta de um organismo que está mais fraco, mais lesado por causa dessa inflamação crônica. Já existem trabalhos que ligam essa inflamação crônica a várias complicações e doenças. Então a gente tem que se preocupar com isso, porque já foi relacionado o câncer com essa inflamação, já foi relacionado o Alzheimer com esse tipo de inflamação. Diabetes, várias doenças autoimunes, ansiedade, depressão. São tantas as doenças, inclusive a aterosclerose que é a doença das artérias, calcificação, a estenose de forma que não chega sangue na periferia, são todas essas doenças degenerativas já tiveram em algum momento uma correlação demonstrada em trabalho científico com a inflamação. Agora como a gente pode prevenir essa inflamação crônica? Isso é muito importante, porque são fatores diários que a gente passa e nem percebe. Então a alimentação, é importante uma alimentação anti-inflamatória, eu já falei bastante de dieta anti-inflamatória nesse outro vídeo que eu vou colocar o link aqui em cima. E é importante você prestar atenção nos alimentos que te causam inflamação. Já foi relacionado também a microbiota intestinal, são as bactérias que vivem no seu intestino. Elas têm que viver numa relação de simbiose e numa relação de boa troca com você. Todo mundo vai ter bactérias no intestino, a questão é que essas bactérias têm que fazer bem para você. E quando a gente tem uma mudança nessa microbiota por uma disbiose, são bactérias que podem fazer o mal, pode acontecer o Leaky Gut, pode acontecer um aumento da permeabilidade intestinal, aumentando aí a inflamação gerada pelos alimentos e outros tóxicos que possa haver no seu trato gastrointestinal. Então é importante ficar atento a essa simbiose com as micro bactérias que vivem no seu intestino. Outro fator muito importante é o exercício físico, o exercício físico frequente também diminui essa inflamação, embora alguns tipos de exercício possam aumentar, os exercícios mais intensos que tenham mais lesão, mas normalmente o exercício frequente numa intensidade adequada, vai diminuir essa inflamação. Outra coisa é o ritmo circadiano, ou seja, o sono, o sono é muito importante para mantê-lo numa situação de baixa inflamação. O corpo precisa do tempo de reparação para conseguir cessar alguma inflamação. Então se você não está dormindo bem ou está dormindo em horas completamente erráticas, isso pode piorar o seu estado inflamatório. E já foi relacionado o estresse com a ansiedade e com a inflamação. Então qualquer evento externo que te cause estresse, pode ser uma briga no trabalho, alguma questão familiar ou a gente está vendo aí guerra pelo mundo, alguma coisa que esteja próxima de você, pode desencadear todo esse ciclo inflamatório. Então outras medidas como yoga, meditação e que tendem a diminuir a ansiedade, podem diminuir também essa reação inflamatória do seu corpo. Então é muito importante que seu corpo, após o desencadeamento da inflamação que ele seja capaz de cessar esse evento de reparar o seu corpo e colocá-lo numa situação de tranquilidade depois. Então resumindo, a inflamação ela é essencial para a vida humana, a gente precisa da inflamação para desencadear qualquer reparo no nosso corpo. Só que essa inflamação, ela tem que ser auto limitada, ela tem que ter começo, meio e fim. Se ela se perpetua, ela pode desencadear outras doenças. Então a inflamação aguda é boa e a inflamação crônica é ruim. Gostou do nosso vídeo? 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Anti-inflamatórios: alívio rápido ou risco oculto? Descubra o que você precisa saber antes de tomar.

Os anti-inflamatórios são usados para reduzir a inflamação, que é uma resposta natural do corpo a lesões, infecções e doenças. Eles podem ser usados para tratar uma ampla variedade de condições inflamatórias. No entanto, é importante lembrar que os anti-inflamatórios não são adequados para todas as pessoas e nem para todas as condições. Eles podem ter efeitos colaterais e interagir com outros medicamentos que você esteja tomando. Além disso, algumas condições médicas, como úlceras estomacais, problemas renais e hepáticos, podem limitar o uso de anti-inflamatórios.

Portanto, se você estiver considerando usar um anti-inflamatório, é importante consultar seu médico primeiro para determinar se é seguro e apropriado para você. Embora os anti-inflamatórios sejam efetivos no alívio da dor e da febre, é importante saber que existem outras opções de tratamento menos agressivas ao organismo que podem ser mais apropriadas para esses sintomas.

No século XVIII, Edmund Stone, um reverendo da Inglaterra, escreveu para um presidente da Royal Society contando sobre as propriedades de cura do salgueiro no combate à febre. Este reverendo sugeriu que como a planta gostava de nascer em locais de umidade, teria como característica reduzir o calor do corpo.

O salgueiro tem como princípio ativo a salicina, que é muito amarga. Este glicosídeo foi isolado por Leroux em 1829. Numa reação de hidrólise, produz glicose e álcool salicílico que pode ser transformado pelo organismo ou via síntese química em ácido acetilsalicílico. Em 1875 o salicilato de sódio foi utilizado pela primeira vez para tratar febre reumática e para reduzir a febre. Assim, Hoffman da Bayer aproveitou uma técnica deixada por Gehardt em 1853, para produzir o salicilato de sódio. Com o sucesso do anti-inflamatório, Heinrich Dreser colocou o produto na medicina com o nome de ácido acetilsalicílico. Depois foram surgindo drogas sintéticas e outros compostos mais seletivos de inibição da COX-2.

Desde o isolamento do ácido salicílico em 1828, os AINE (anti-inflamatório não esteróide) tornaram-se uma parte importante do tratamento da febre e da dor.

Existem diferentes tipos de anti-inflamatórios, mas a maioria age bloqueando a ação da enzima ciclooxigenase (COX). A COX é responsável por produzir prostaglandinas, que são substâncias químicas que desencadeiam a inflamação. Os anti-inflamatórios bloqueiam a COX e, assim, reduzem a produção de prostaglandinas, o que diminui a inflamação, a dor e a febre.

Os antiinflamatórios podem ser classificados por mecanismo de ação em quatro grupos principais:

  1. Inibidores seletivos da ciclooxigenase-2 (COX-2): são medicamentos que inibem a enzima COX-2, responsável por produzir prostaglandinas inflamatórias. Os exemplos mais comuns são o celecoxibe e o etoricoxibe.
  2. Inibidores não seletivos da ciclooxigenase (COX-1 e COX-2): são medicamentos que inibem tanto a COX-1 quanto a COX-2, reduzindo a produção de prostaglandinas que causam inflamação. Os exemplos incluem o ibuprofeno, o diclofenaco, o naproxeno, o meloxicam e o cetoprofeno.
  3. Inibidores da lipoxigenase: são medicamentos que inibem a enzima lipoxigenase, reduzindo a produção de leucotrienos e outros mediadores da inflamação. O exemplo mais comum é o zileuton.
  4. Corticosteroides: são medicamentos que imitam os efeitos dos hormônios produzidos pela glândula adrenal, reduzindo a inflamação e diminuindo a resposta imunológica do corpo. Os exemplos incluem a prednisona, a dexametasona e a hidrocortisona.

Cada tipo de anti-inflamatório tem sua indicação específica, seus próprios benefícios e riscos, e a escolha do medicamento depende da doença, condição de saúde do paciente e de outros fatores, como idade, histórico médico e medicamentos que já estão sendo tomados. É importante sempre utilizar anti-inflamatórios com prescrição médica.

Os anti-inflamatórios podem ser tomados por via oral, como comprimidos ou cápsulas, ou aplicados topicamente na pele, como cremes ou pomadas, alguns anti-inflamatórios, podem ser administrados por via intramuscular (IM) ou intravenosa (IV). A administração IM envolve a injeção do medicamento no músculo, enquanto a administração IV envolve a injeção direta na veia.

A administração IM ou IV é geralmente reservada para situações mais graves. Por exemplo, em casos de artrite reumatoide aguda, uma injeção IM ou IV de corticosteroide pode ser usada para reduzir rapidamente a inflamação e aliviar a dor. A administração IM ou IV de anti-inflamatórios pode ter efeitos colaterais adicionais, como dor no local da injeção, irritação da pele e infecção. Além disso, a administração IV de anti-inflamatórios pode ser mais arriscada do que a administração oral, pois o medicamento entra diretamente na corrente sanguínea e pode afetar outros órgãos.

Os anti-inflamatórios podem ter vários efeitos colaterais, alguns dos quais podem ser graves, os mais comuns incluem:

  • Problemas gastrointestinais, como dor de estômago, náusea, vômito, diarreia, indigestão e úlceras estomacais.
  • Aumento do risco de sangramento, especialmente em pessoas que já têm problemas de sangramento ou tomam outros medicamentos que afetam a coagulação do sangue.
  • Aumento da pressão arterial, o que pode ser um problema para pessoas com hipertensão.
  • Danos nos rins ou fígado, especialmente em pessoas que tomam doses elevadas ou usam anti-inflamatórios por períodos prolongados.
  • Alguns anti-inflamatórios podem aumentar o risco de eventos cardiovasculares, como ataques cardíacos e derrames.
  • Outros efeitos colaterais menos comuns incluem reações alérgicas, problemas de audição e visão, dores de cabeça, tonturas e sonolência.

É importante lembrar que nem todas as pessoas terão efeitos colaterais ao tomar anti-inflamatórios e que esse risco pode ser reduzido seguindo as instruções do médico e tomando o medicamento apenas pelo período de tempo recomendado e na dose correta.

Alimentos com efeito anti-inflamatório 

Existem alguns alimentos que podem auxiliar no processo antiinflamatório, eles são:

  1. Cúrcuma: A curcumina presente na cúrcuma tem propriedades antiinflamatórias potentes e pode ajudar a reduzir a inflamação no corpo.
  2. Gengibre: O gengibre contém gingeróis e shogaóis, compostos que têm propriedades antiinflamatórias e podem ajudar a reduzir a dor e a inflamação.
  3. Ômega-3: Ácidos graxos ômega-3, encontrados em peixes gordurosos como salmão e sardinha, bem como em sementes de linhaça e chia, têm propriedades antiinflamatórias.
  4. Alho: O alho contém compostos sulfurados que podem ajudar a reduzir a inflamação e melhorar a função imunológica.
  5. Frutas e vegetais: As frutas e vegetais são ricos em antioxidantes e compostos antiinflamatórios, como vitamina C, betacaroteno e quercetina, que podem ajudar a reduzir a inflamação no corpo.
  6. Chá verde: O chá verde contém compostos chamados catequinas, que têm propriedades antiinflamatórias e antioxidantes.

Saiba que, embora esses alimentos possam ajudar a reduzir a inflamação, eles não devem ser usados como substitutos para medicamentos prescritos pelo médico. Se você está lidando com inflamação crônica, siga as orientações de seu médico para conseguir o tratamento adequado.

Dr. Alexandre Amato escreveu o livro Dieta anti-inflamatoria estratégica. Livro simples, fácil e direto, com orientação de como montar um diário pessoal e identificar os alimentos pró inflamatórios para você. 

O que são medicamentos anti-inflamatórios?

Anti-inflamatórios são medicamentos que impedem ou minimizam a resposta inflamatória do sistema imunológico a uma lesão ou infecção, reduzindo sintomas como dor, calor e rubor. Existem dois grupos de anti-inflamatórios: os esteroides, que inibem a ação da enzima fosfolipase A2, reduzindo a expressão de prostaglandinas e proteínas ligadas ao processo inflamatório, e os não-esteroides, que inibem a enzima ciclo-oxigenase, relacionada à formação de substâncias essenciais para o processo inflamatório e da dor, como prostaglandinas e tromboxanos. Os anti-inflamatórios esteroides são indicados para doenças autoimunes, como asma e lúpus, enquanto os não-esteroides são mais comuns em problemas como artrite reumatoide, artrose, gota, cólicas menstruais, traumas e contusões.

Como funcionam os anti-inflamatórios?

Os anti-inflamatórios funcionam de diferentes maneiras, dependendo do tipo. Os anti-inflamatórios esteroides, também conhecidos como corticosteroides, inibem a ação da enzima fosfolipase A2, o que reduz a expressão de prostaglandinas e proteínas relacionadas ao processo inflamatório. Já os anti-inflamatórios não-esteroides (AINEs) inibem a enzima ciclo-oxigenase, que é responsável pela produção de prostaglandinas e tromboxanos, substâncias que desencadeiam a inflamação e a dor.

Os anti-inflamatórios também podem apresentar ação antipirética, reduzindo a febre, e analgésica, diminuindo a dor. Eles impedem ou amenizam o transporte de células do sistema imunológico para a região lesionada, minimizando os sintomas da inflamação. Os anti-inflamatórios são amplamente utilizados para tratar uma variedade de condições inflamatórias, como artrite, bursite, asma, conjuntivite alérgica e muito mais. É importante lembrar que cada tipo de anti-inflamatório pode ter efeitos colaterais e precauções específicas, e que eles devem ser utilizados apenas sob orientação médica.

Indicações para o uso de anti-inflamatórios esteroides

Os anti-inflamatórios esteroides são indicados para tratar doenças inflamatórias crônicas e autoimunes, como artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico, dermatite atópica, doença inflamatória intestinal, esclerose múltipla, entre outras. Esses medicamentos também podem ser prescritos para tratar crises agudas de asma, alergias e outras condições inflamatórias, como conjuntivite alérgica. Os corticosteroides também podem ser usados para prevenir a rejeição de órgãos transplantados e para tratar alguns tipos de câncer, como leucemia e linfoma. No entanto, o uso desses medicamentos deve ser acompanhado por um médico, pois eles podem causar efeitos colaterais graves se não forem administrados corretamente.

Indicações para o uso de anti-inflamatórios não-esteroides

Os anti-inflamatórios não-esteroides são indicados principalmente para o tratamento de dor e inflamação em diversas condições, tais como:

  • Doenças reumáticas: artrite reumatoide, osteoartrite, espondilite anquilosante, gota, entre outras;
  • Dores musculoesqueléticas: torcicolos, dores nas costas, dores musculares, tendinites, bursites, entre outras;
  • Lesões traumáticas: contusões, entorses, fraturas;
  • Dor de cabeça (cefaléia) e enxaqueca;
    Cólicas menstruais;
  • Dor após procedimentos cirúrgicos;
  • Dor e inflamação após extração dentária;
  • Dor e inflamação após procedimentos odontológicos;
  • Febre associada a infecções.

No entanto, é importante ressaltar que o uso de anti-inflamatórios não-esteroides deve ser feito apenas sob orientação médica e por um período limitado de tempo, já que o uso crônico pode causar efeitos colaterais, como gastrite, úlceras, sangramentos gastrointestinais, insuficiência renal, entre outros. Além disso algumas pessoas não podem e não devem tomar antiinflamatórios por alguma comorbidade associada.

Precauções no uso de anti-inflamatórios

Existem algumas precauções importantes que devem ser levadas em consideração ao usar anti-inflamatórios, tanto esteroides quanto não-esteroides. Algumas das principais precauções são:

  • Dosagem: é importante seguir a dosagem prescrita pelo médico e não exceder a quantidade recomendada. O uso excessivo de anti-inflamatórios pode aumentar o risco de efeitos colaterais. Alguns podem causar falência hepática ou renal! Sim, órgão podem parara de funcionar de uma forma bem grave no uso inadequado.
  • Duração do tratamento: os anti-inflamatórios não devem ser usados por períodos prolongados sem supervisão médica. O uso prolongado pode aumentar o risco de efeitos colaterais, como lesão renal e gastrintestinal.
  • Interferência com outros medicamentos: é importante informar o médico sobre quaisquer outros medicamentos que esteja tomando, incluindo suplementos e medicamentos de venda livre. Alguns medicamentos podem interagir com os anti-inflamatórios, aumentando o risco de efeitos colaterais. Muitos deixam o sangue com mais dificuldade de coagular.
  • Contraindicações: algumas pessoas não devem usar anti-inflamatórios, como aquelas com histórico de alergia a esses medicamentos ou que apresentem problemas de saúde, como úlceras estomacais ou renais.
  • Efeitos colaterais: é importante estar ciente dos possíveis efeitos colaterais dos anti-inflamatórios e informar imediatamente o médico se ocorrerem quaisquer sintomas incomuns, como dor abdominal, náusea, vômito, tontura ou sangramento.

Em resumo, é fundamental seguir as orientações médicas e tomar os anti-inflamatórios com cuidado e precaução para minimizar o risco de efeitos colaterais e garantir o tratamento eficaz da inflamação.

Efeitos colaterais dos anti-inflamatórios

Os anti-inflamatórios podem apresentar uma série de efeitos colaterais, que podem variar de acordo com o tipo de medicamento e a dose utilizada. Entre os efeitos mais comuns dos anti-inflamatórios não-esteroides estão:

Irritação gástrica e úlceras: os anti-inflamatórios não-esteroides podem irritar o revestimento do estômago e aumentar o risco de úlceras e sangramentos.

Problemas renais: o uso prolongado de anti-inflamatórios pode prejudicar a função renal e aumentar o risco de insuficiência renal.

Problemas cardiovasculares: alguns estudos sugerem que o uso prolongado de anti-inflamatórios pode aumentar o risco de problemas cardiovasculares, como infarto e derrame.

Reações alérgicas: algumas pessoas podem apresentar reações alérgicas aos anti-inflamatórios, que podem variar de leve a grave.

Já os anti-inflamatórios esteroides também podem apresentar uma série de efeitos colaterais, que incluem:

Aumento do apetite e ganho de peso: os esteroides podem aumentar o apetite e levar ao ganho de peso.

Alterações hormonais: o uso prolongado de esteroides pode prejudicar o equilíbrio hormonal do organismo, levando a problemas como irregularidades menstruais, acne e queda de cabelo.

Problemas ósseos: o uso prolongado de esteroides pode enfraquecer os ossos e aumentar o risco de fraturas.

Problemas psicológicos: o uso prolongado de esteroides pode levar a alterações de humor, ansiedade, insônia e outros problemas psicológicos.

É importante ressaltar que o uso de anti-inflamatórios deve ser sempre prescrito por um médico e acompanhado de perto para minimizar os riscos de efeitos colaterais.

Alternativas naturais aos anti-inflamatórios

Existem algumas alternativas naturais aos anti-inflamatórios que podem ajudar a reduzir a inflamação e a dor em algumas situações. Devem ser vistas mais como complementares do que como alternativas, pois seus efeitos são menores quando comparados aos medicamentos tradicionais. Algumas dessas complementares incluem:

Cúrcuma: A cúrcuma é uma especiaria usada há milhares de anos na medicina tradicional indiana. Ela contém um composto chamado curcumina, que tem propriedades anti-inflamatórias.

Gengibre: O gengibre também tem propriedades anti-inflamatórias e pode ser consumido na forma de chá, cápsulas ou adicionado a alimentos.

Ômega-3: Os ácidos graxos ômega-3, encontrados em peixes como salmão e sardinha, têm propriedades anti-inflamatórias e podem ajudar a reduzir a inflamação no corpo.

Chá verde: O chá verde contém compostos antioxidantes e anti-inflamatórios que podem ajudar a reduzir a inflamação no corpo.

Massagem: A massagem pode ajudar a reduzir a inflamação e a dor em algumas condições, como artrite e lesões musculares.

É importante lembrar que essas alternativas naturais não substituem o tratamento médico adequado e que é importante conversar com um profissional de saúde antes de iniciar qualquer tratamento alternativo.

E a dieta anti-inflamatória, pode ajudar?

Sim, a dieta anti-inflamatória pode ser uma alternativa complementar ao uso de anti-inflamatórios. Alguns alimentos, como frutas, vegetais, grãos integrais, nozes e sementes, possuem propriedades anti-inflamatórias e podem ajudar a reduzir a inflamação no corpo. Por outro lado, alimentos processados, ricos em açúcar e gorduras saturadas, podem aumentar a inflamação.

No entanto, é importante destacar que a dieta anti-inflamatória não substitui a orientação médica e o uso de medicamentos quando necessário. Além disso, é importante que qualquer mudança na alimentação seja realizada com acompanhamento de um nutricionista para garantir a adequação nutricional e evitar deficiências de nutrientes importantes para o corpo.

O vídeo apresenta a dieta anti-inflamatória como uma forma de combater a inflamação crônica, que é uma inflamação sistêmica que pode afetar todo o corpo e trazer malefícios à saúde. A dieta não é uma dieta para perda de peso, mas sim uma reeducação alimentar para escolher alimentos adequados que não desencadeiem inflamação. Algumas dicas gerais incluem focar na variedade de alimentos, evitar alimentos processados e fast food, dar ênfase em frutas e legumes, e seguir a distribuição recomendada de ingestão calórica pela OMS. Alimentos pró-inflamatórios a serem evitados incluem enlatados, condimentos, derivados de leite, trigo, farinha e glúten, enquanto alimentos anti-inflamatórios incluem mirtilo, óleo de peixe, alho, linhaça e chia. O vídeo destaca a importância de individualizar a dieta de acordo com intolerâncias alimentares específicas e reduzir alimentos pró-inflamatórios e aumentar alimentos anti-inflamatórios para diminuir o processo inflamatório.

Olá sou o Dr. Alexandre Amato cirurgião vascular do Instituto Amato. E hoje eu vou falar um pouco sobre a dieta anti-inflamatória. Todo mundo conhece a inflamação e a inflamação superficial, aquela que vem junto com dor, calor, rubor. Quando a gente tem alguma inflamação na superfície do nosso corpo; mas a inflamação crônica nem todo mundo pensa nela. A inflamação crônica acomete o corpo por inteiro: é uma inflamação sistêmica e pode trazer outros malefícios. A inflamação crônica. Ela ocorre quando a gente fica exposto a toxinas. Quando a gente tem alguma predisposição genética ou mesmo quando a gente se alimenta inadequadamente com alimentos pró-inflamatórios então por isso que eu vou falar hoje da dieta anti-inflamatória. Como combater esses alimentos que podem desencadear em algumas pessoas um processo inflamatório sistêmico. A dieta anti-inflamatória não é uma dieta para perder peso. É uma dieta mais uma reeducação alimentar onde você escolhe os alimentos adequados que não vão proporcionar o desencadeamento da inflamação. É uma mudança para médio a longo prazo. Bom algumas dicas gerais sobre a dieta anti-inflamatória: foque na variedade e qualquer mudança para longo prazo. Uma reeducação alimentar. A variedade é um ponto principal para que isso dê certo. Dê preferência para alimentos frescos evite processados e fast food que possuem muito mais química . Dê ênfase em frutas e legumes. A ingestão calórica deve ser dividida em. De 40 a 50% carboidratos. De 30% mais ou menos em gorduras. E 20 a 30% de proteínas. Essa é a distribuição recomendada pela OMS. Com relação aos carboidratos evite alimentos com alta quantidade de frutose e outros xaropes. Dê preferência para grãos integrais. Com relação à gordura: O azeite extra virgem é um dos melhores a serem usados. O ômega 3 que pode ser encontrado em frutos do mar pode ser facilmente adicionado à dieta com alimentando-se com salmão de preferência fresco, sardinha e outros frutos do mar. Tente comer 40 gramas diariamente de fibras. Você pode conseguir isso com frutas, legumes e cereais para atingir todos os fito-nutrientes, uma maneira fácil de se pensar é deixar o prato bem colorido com legumes e frutas: então tomate, laranja, os berries, as frutas vermelhas. Acrescentar toda essa gama colorida de frutas e legumes facilita muito na escolha dos fito-nutrientes. Com relação às vitaminas. A vitamina C, a vitamina E, selênio todos eles são importantes para diminuir o processo inflamatório. Portanto a melhor forma de reduzir a inflamação é a diminuição dos alimentos pró-inflamatórios e o aumento dos alimentos anti-inflamatórios na dieta. Então vamos lá vou dar alguns exemplos de quais são eles: como pró inflamatórios, nós temos os alimentos enlatados, os condimentos, para algumas pessoas, não todas, os derivados de leite, trigo, farinha, glúten. Veja que não estou falando de alergia estou falando de uma intolerância alimentar. Todos eles podem fazer mal para algumas pessoas e não para outras. Então isso tem que ser bem individualizado. E como alimentos anti-inflamatórios nós temos mirtilo, óleo de peixe, alho, linhaça, chia, todos esses alimentos vão ajudar a diminuir o processo inflamatório. Existem outros também. Vou fazer uma especial atenção aqui a lactose e o glúten. Eles podem ser alergênicos ou seja causar alergia para algumas pessoas. A alergia quando tem um edema de glote: é uma reação muito rápida e que requer a ida a um hospital. Essa alergia não é o que eu estou falando aqui agora estou falando de uma intolerância alimentar um aumento da reação inflamatória a determinados alimentos são reações que ocorrem de 24-48 às vezes até 72 horas depois da ingestão do alimento. Então é difícil fazer a correlação do que foi o alimento que desencadeou o mal estar. E esse mal estar pode ser desde lesões na pele como no caso de vascular a sensação de dor, cansaço, inchaço em membros inferiores. Gostou do nosso vídeo? Curta compartilhe. Clica no Sininho. Assine nosso canal e nos vemos no próximo.

 

Conclusão: Quando buscar ajuda médica.

Embora os anti-inflamatórios sejam amplamente utilizados e eficazes no tratamento de diversas condições, é importante lembrar que eles não são isentos de efeitos colaterais e precauções. É recomendado sempre buscar orientação médica antes de iniciar o uso desses medicamentos, principalmente em casos de uso prolongado ou em pacientes com histórico de problemas gastrointestinais, renais ou hepáticos. Além disso, é fundamental estar atento aos sinais de possível complicação, como dor abdominal intensa, sangramento nas fezes, urina escura ou icterícia, e buscar ajuda médica imediatamente caso ocorram. Em caso de dúvidas ou preocupações, consulte sempre um profissional de saúde.

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