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Finasterida: Benefícios, Riscos e Alternativas no Tratamento da Calvície Masculina e Hiperplasia Prostática Benigna

A finasterida é uma medicação amplamente utilizada no tratamento de condições comuns em homens, como a calvície masculina e a hiperplasia prostática benigna (HPB). Com sua origem datando de 1997, esse medicamento tem demonstrado eficácia em reduzir os sintomas associados a essas condições. Mas, como qualquer medicamento, a finasterida vem com seu próprio conjunto de potenciais benefícios e riscos, o que levanta questões importantes para aqueles considerando seu uso.

Sumário

Neste vídeo, a Dra. Lorena Amato, endocrinologista e endocrinopediatra, discute sobre a finasterida, um medicamento prescrito principalmente para o tratamento da calvície masculina e para a hiperplasia prostática benigna. A finasterida age como inibidor da enzima 5-alpha reductase, que transforma a testosterona em dihidrotestosterona, um hormônio mais potente. A Dra. Amato explica que a finasterida é considerada segura e tem sido amplamente estudada, com muitos homens utilizando o medicamento por até 15 anos sem efeitos adversos significativos em relação à libido, força muscular, fadiga e depressão.

No entanto, a Dra. Amato observa que existem estudos questionadores sobre a síndrome pós-fiasterida, onde alguns homens relatam sintomas persistentes após a interrupção do uso da medicação. Mesmo assim, ela diz que a prevalência de tais sintomas pode ser comum na população em geral, independentemente do uso de medicamentos.

Por fim, ela recomenda que pacientes já enfrentando problemas de libido, depressão, fadiga e mal-estar devem evitar o uso de finasterida, já que existem outros tratamentos alternativos para a calvície masculina.

Olá, eu sou a Dra. Lorena Amato, endocrinologista, endocrinopediatra e esse vídeo hoje é para falar sobre os riscos possíveis, se há ou não do uso da finasterida por homens. E também a famosa ficou famosa em alguns vídeos em alguns médicos falando sobre o assunto, sobre a síndrome pós finasterida. O que nós temos a respeito disso? Seguem comigo até o final desse vídeo para descobrir. Antes de continuar, convido vocês a se inscrever no canal, Antes de continuar, convido vocês a se inscrever no canal, ativar as notificações para sempre receber os nossos novos vídeos que estamos sempre postando relacionados a saúde e bem estar e também curtir esse vídeo se for interessante para você deixar aquele comentário e compartilhar com alguém que usa finasterida e que possa se beneficiar dessas informações. O que é a finasterida? A finasterida é uma medicação já indicada desde 1997 para o tratamento da calvície masculina, também essa medicação pode ser utilizada para o tratamento da hiperplasia prostática benigna, que é uma situação que é muito frequente em homens mais velhos, onde a próstata aumenta de tamanho, não se tratando de tumor. É por isso que se chama benigno e esse aumento da próstata piora a qualidade de vida desse homem idoso, porque comprime a saída da urina e leva a diversos sintomas relacionados a esse aumento da próstata. Então essa medicação tem essas duas principais indicações. É o que ela faz? O que é a finasterida? É uma medicação que é inibidor de uma enzima chamada de 5-alpha reductase. E o que essa enzima faz? A 5-alpha redutase, ela transforma testosterona em uma outra testosterona chamada de dihidrotestosterona, que seria mais potente. Não é todos os órgãos do organismo que tem receptor para essa dihidrotestosterona. Sabe se que ela está presente no folículo piloso, na pele do couro cabeludo, na próstata também receptores cerebrais receptores na região genital urinária do trato genital masculino. Então existem alguns locais que tem receptores para esse hormônio, que seria um pouco mais potente que a testosterona. A dihidrotestosterona, ela é essencial no período intra útero para o desenvolvimento peniano, mas em homens mais velhos que fizeram uso talvez com objetivos anabolizantes nos estudos dihidrotestosterona, não teve sucesso nesse quesito relacionado a libido, o anabolizante, a dihidrotestosterona não influenciou quando ela foi administrada em estudos para avaliar essa situação. Então a gente pode ver que nós temos a testosterona virando dihidrotestosterona e esse medicamento, a finasterida inibe essa conversão, mas a gente vê que não é a mesma coisa. A testosterona tem a sua ação e a dihidrotestosterona tem sua outra ação aí nos seus receptores específicos. As doses utilizadas variam entre 1 a 5 miligramas, sendo que as doses mais altas são utilizadas geralmente em pessoas com hiperplasia prostática benigna. Pra questão da calvície masculina, geralmente são doses um pouco mais baixas e aí essa medicação vai inibir que essa testosterona vire a dihidrotestosterona. E por causa disso, como inibe essa conversão. Há uma discreta elevação dos níveis de testosterona nesses homens, mas não tem a dihidrotestosterona elevada que causaria o aumento da próstata e as consequências desse excesso dihidrotestosterona, mas em geral sem repercussão clínica. Como é o hormônio que nós ainda estamos estudando muito, tem muitos estudos em curso relacionados a dihidrotestosterona. Existe aí um questionamento se inibir a produção dessa dihidrotestosterona no homem adulto, você teria alguma repercussão relacionada ao bem estar psíquico, depressão, alteração da libido, disfunção erétil, sensação de fadiga, mal estar nesses homens que tivessem diminuição da A finasterida tem o que a gente chama de meia vida muito curto. O que é meia vida? O tempo que a medicação leva para sair do organismo. Então, quem defende o uso, a sociedade de dermatologia, as dermatologistas, os dermatologistas fazem muito uso da finasterida, Já tem bastante estudo mostrando que é seguro, vários grupos, estudos acompanhando esses homens usando finasterida por até 15 anos não mostraram efeitos adversos significativos relacionados a essas questões de libido, de diminuição de força, cansaço, depressão. Então, por isso que essa medicação ainda é prescrita e é considerada segura pelos dermatologistas, pelos urologistas. Em relação a esses sintomas que algumas pessoas começaram a relatar, alguns estudos começaram a questionar o que é a reflexão em relação a esses estudos? É que esses sintomas são muito comuns na população em geral. Sintomas relacionados a diminuição da libido, depressão são sintomas muito prevalentes na população masculina e feminina, independente do uso de qualquer medicação, o que seria um fator comum de dor. É ainda essa questão da síndrome pós finasterida seria ainda mais questionável, porque quando você para a medicação, você volta a sua produção normal a dihidrotestosterona, volta a níveis normais, níveis normais hormonais muito rapidamente, de forma que não se justificaria. No entanto, existe sim alguns grupos, alguns estudos questionando essa questão dessa síndrome pós finasterida, que alguns homens ficariam com sintomas permanentes de diminuição da libido, de depressão, de sensação de fadiga, mesmo após a interrupção do uso da medicação, não só durante o uso, mas sintomas persistentes após a interrupção do uso da medicação, o que fez aí levantar um questionamento se deveria ser utilizado ou não. O que nós temos hoje é que é uma droga considerada segura pela Sociedade de Dermatologia, Urologia. No entanto, estar atento a essa possibilidade porque ainda tem alguns estudos em curso, estudos controversos sobre esses sintomas relacionados ao uso da finasterida e após a suspensão do uso da medicação. o que é recomendado então na prática? É que se o paciente já tem alguma queixa é muito importante relacionado a libido, já tem sintomas depressivos, sintomas relacionados a fadiga, mal estar que nesses pacientes você deveria não considerar o uso da finasterida, considerar que não seria uma boa indicação para esse paciente, porque existem outros tratamentos para calvície masculina, tratamentos tópicos e implantes capilares. Existem outras formas de tratar a calvície que além do uso da finasterida, então nessa população que já tivesse esses sintomas que você evitasse usar a medicação. Essa é a recomendação atual pela Sociedade de Dermatologia. Então para que não haja esse confundidor, aí o paciente usa e piora. Talvez uma depressão. Aí foi a medicação ou não foi? Então existe um grupo de pacientes que você deveria considerar não utilizar finasterida e fazer tratamentos alternativos, que existem vários relacionados a calvície masculina. Então nós temos ainda muito que aprender em relação a finasterida. Se você usa se sentir bem, uso a vida inteira. Provavelmente você faz parte desse grupo que já foi acompanhada por 15 anos e não mostrou efeitos colaterais significativos que a maioria das pessoas que fazem uso e não relatam nenhuma alteração e se você tem alguma dúvida sobre o assunto, ficou curioso sobre o assunto? Deixe aqui um comentário, encaminhe esse vídeo para alguém e até os próximos vídeos.

Mecanismo de Ação da Finasterida

A finasterida atua como um inibidor da enzima 5-alfa-redutase. Esta enzima é responsável pela conversão de testosterona em dihidrotestosterona (DHT), um hormônio mais potente. O DHT desempenha um papel crucial em várias funções do corpo, incluindo o desenvolvimento dos órgãos genitais masculinos e a saúde do folículo piloso. A redução dos níveis de DHT pela finasterida pode diminuir a perda de cabelo e reduzir o tamanho da próstata aumentada em casos de HPB.

Benefícios e Indicações

Para homens com calvície de padrão masculino, a finasterida pode oferecer uma solução eficaz para retardar a perda de cabelo. Em casos de HPB, pode aliviar sintomas como dificuldade em urinar e reduzir o risco de retenção urinária aguda. Estes benefícios tornam a finasterida uma escolha popular para muitos homens enfrentando essas condições.

Riscos e Efeitos Colaterais

Apesar de ser considerada segura pela maioria dos profissionais de saúde, a finasterida não está isenta de riscos. Alguns homens relatam efeitos colaterais, incluindo diminuição da libido, disfunção erétil e alterações no humor. Além disso, tem havido discussões sobre a chamada “síndrome pós-finasterida”, onde alguns indivíduos continuam a experimentar esses sintomas mesmo após a descontinuação do medicamento. Contudo, é importante notar que esses efeitos não são universalmente experimentados e muitos homens usam finasterida sem efeitos adversos significativos.

Alternativas ao Tratamento com Finasterida

Para aqueles que estão preocupados com os potenciais efeitos colaterais da finasterida ou que já apresentam sintomas como baixa libido ou depressão, existem outras opções de tratamento. Estas incluem terapias tópicas, como minoxidil, e procedimentos como transplantes capilares. Essas alternativas podem ser mais adequadas para certos indivíduos, especialmente aqueles predispostos a efeitos colaterais.

Conclusão

A finasterida continua a ser uma opção importante no arsenal de tratamentos para a calvície masculina e a HPB. Contudo, é fundamental que os pacientes discutam com seus médicos os benefícios e riscos potenciais antes de iniciar o tratamento. Como com qualquer medicação, a decisão de usar finasterida deve ser baseada em uma avaliação cuidadosa das necessidades individuais e da saúde geral do paciente.

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