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Cirurgia de vesícula em Hospital Dia: retirar pedra da vesícula

Pedra na vesícula

Também chamada de colecistectomia, a cirurgia de vesícula é um procedimento cirúrgico que tem como finalidade a retirada da vesícula biliar. Geralmente ela é realizada quando há a formação de cálculos na vesícula (colelitíase), em casos de câncer ou de inflamação no órgão (colecistite). 

A cirurgia é simples e mais comum do que se imagina. Atualmente, 20% da população mundial sofre com pedras na vesícula, sendo o problema mais frequente em mulheres após os 40 anos. Portanto, trata-se de uma intervenção cirúrgica de baixa complexidade e mortalidade. 

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Função da vesícula

A vesícula biliar é um órgão em forma de pequeno saco e fica localizada junto ao fígado. Sua função é armazenar a bile, uma substância que atua na digestão dos alimentos, principalmente das gorduras. Formada pela mistura de várias substâncias, a bile é descarregada pela vesícula no duodeno durante o processo de digestão. Apesar dessa importante função, a vesícula não é um órgão essencial para a sobrevivência humana.

Uma das substâncias presentes na bile é o colesterol, responsável por 75% dos casos de formação de cálculos biliares. Quando os cálculos se deslocam para o duto biliar, impedem a passagem da bile para o intestino, causando fortes dores abdominais, além de náuseas e vômitos.

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O que causa pedras na vesícula?

Vários são os fatores que alteram a consistência da bile e formam cálculos biliares. Entre os mais comuns, podemos destacar:

  • Predisposição genética;
  • Obesidade;
  • Alimentação rica em gorduras;
  • Colesterol alto;
  • Diabetes;
  • Hipertensão;
  • Gravidez, devido o aumento do estrógeno e do peso corpóreo;
  • Tabagismo;
  • Uso de anticoncepcionais por longo tempo.

Possíveis complicações

Na maioria dos casos, os cálculos na vesícula apenas provocam sintomas como dor, náuseas e vômitos, principalmente após as refeições. Todavia, a evolução do problema pode causar pancreatite aguda, inflamação do pâncreas causada pelo deslocamento do cálculo biliar.

Por ser uma complicação que pode colocar a vida da pessoa em risco, é recomendada uma cirurgia de emergência para tratar o problema. 

Cirurgia de vesícula

Quando a vesícula está doente, o melhor tratamento é a cirurgia de vesícula. Ela consiste na retirada total do órgão e pode ser feita por meio de duas técnicas distintas, a saber:

  • Cirurgia convencional (aberta): nesse caso, a vesícula é retirada através de um grande corte no abdômen e é indicada para situações de emergência;
  • Laparoscopia: popularmente conhecida por cirurgia por vídeo, é feita com o auxílio de uma microcâmera e cerca de 4 pequenas incisões no abdômen, sendo uma delas no umbigo, por onde a vesícula é retirada.

Tanto a cirurgia de vesícula convencional quanto a laparoscópica são feitas com anestesia geral. A primeira, no entanto, exige internação hospitalar por um período de 24 a 48h e tempo de recuperação maior. Já a cirurgia por videolaparoscopia é mais simples, quase não deixa cicatrizes e o paciente pode ter alta no mesmo dia. Cerca de 2 semanas após o procedimento, a pessoa já pode voltar ao trabalho.

Pré-operatório

Antes de realizar a cirurgia, o médico cirurgião solicita alguns exames complementares, mais conhecidos como risco cirúrgico

Ele é composto por ultrassonografias, exames de sangue, eletrocardiograma e raio x de tórax. Com esses exames em mãos, o profissional consegue avaliar melhor a condição da vesícula, da saúde do paciente e assim, evitar complicações durante e após o procedimento.

No dia anterior ao da cirurgia, o paciente deve consumir alimentos leves, pobres em gordura, não ingerir bebida alcoólica e, se possível, não fumar. É recomendado jejum total de 8 a 12 horas para a realização do procedimento. 

Pós-operatório

Após a cirurgia de vesícula, o paciente deve evitar pegar peso e fazer esforço físico para não desencadear uma hérnia. Atividades simples como andar, caminhar, sentar e deitar são permitidas. Além disso, é prescrita uma alimentação inicialmente líquida ou pastosa e pobre em gorduras para facilitar a digestão.

É muito comum após as cirurgias de vesícula uma dor abdominal, que pode irradiar para os ombros. Isso acontece por causa da irritação do nervo do diafragma (nervo frênico). Para minimizar o incômodo, os médicos costumam receitar analgésicos. Antibióticos e anti-inflamatórios também podem ser prescritos para evitar inflamações e infecções.

Alguns pacientes também relatam dor abdominal e nas costas após o procedimento cirúrgico para retirada de vesícula. Isso também é normal, visto que após a extração do órgão, os demais se deslocam um pouco pelo abdômen.

Cirurgia de vesícula: riscos

A cirurgia de vesícula é um procedimento simples e que oferece pouquíssimos riscos. Todavia, durante o procedimento pode ocorrer a lesão do ducto ou via biliar, que pode causar infecção ou hemorragia. Não muito comum, o trauma acomete menos de 1% dos casos cirúrgicos e geralmente acontece por causa do tamanho e posição anatômica do órgão.

Como saber se houve alguma complicação? Geralmente ela apresenta sintomas como febre alta e eliminação de secreção purulenta através das incisões operatórias. Além da febre, o paciente também pode apresentar dificuldade respiratória, vômitos e icterícia, uma coloração amarelada na pele e nos olhos.

Chances de recidiva

No caso da colecistectomia não há chances de recidiva, pois o órgão é retirado por completo. Após a retirada, a vesícula e as amostras dos cálculos são enviados para biópsia, para descartar qualquer malignidade que possa ter comprometido os outros órgãos abdominais.

Cirurgia de vesícula em Hospital Dia

Conforme mostramos neste artigo, a cirurgia de vesícula é um procedimento simples, de baixo risco e que não exige internação hospitalar prolongada. Sendo assim, pode ser realizada inclusive em clínicas ambulatoriais com internação parcial, como o Hospital Dia do Instituto Amato.

Nessa modalidade, o paciente recebe todos os cuidados de saúde necessários por um período não superior a 12 horas. Mais acessível e humanizada quando comparada à internação hospitalar convencional, a internação parcial também é mais segura e oferece menos riscos de complicações pós-cirúrgicas.

Desconfiado que tem cálculos na vesícula? Entre em contato com o Instituto Amato e marque a sua consulta. Temos uma equipe médica multidisciplinar apta a avaliar o seu caso e recomendar o procedimento adequado para solucionar o problema e devolver a sua saúde e qualidade de vida.

Dr. Cássio Jerônimo Machado de Barros

 

 

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