Escleroterapia: o que é isso?

A escleroterapia é um procedimento realizado pelo cirurgião vascular para tratamento de pequenos vasinhos dilatados (telangiectasias) e varizes presentes em diferentes locais do corpo, como face e pernas. Ela pode amenizar a aparência desses vasos sanguíneos dilatados, ou eliminá-los por completo, aliviando quaisquer sintomas que possam gerar desconforto ao paciente.

A técnica consiste na injeção de substâncias (como glicose ou uma espuma especial), ou ainda aplicação de laser, no vasinho acometido, de modo que o sangue saia de dentro dele para outros vasos e ele seque; essa agressão ao vaso permite que ele vá diminuindo de tamanho com o tempo e com o número de aplicações. Em alguns casos, com algumas técnicas, pode ser necessário o uso de meias elásticas compressivas após o tratamento por algumas semanas, assim como evitar a exposição solar por um determinado tempo para se obter melhores resultados.

Os efeitos adversos da terapia, que dependem da substância utilizada, da experiência do profissional e de características próprias de cada paciente, incluem a presença de manchas escuras e lesões (pequenas úlceras) na pele, reações alérgicas e dor durante a aplicação, considerada tolerável pela maioria dos pacientes. Por isso é muito importante fazer o procedimento com cirurgião vascular especialista no assunto.

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A substância mais adequada a ser usada e o número de aplicações variam conforme o paciente, assim como também pode variar a resposta ao tratamento. É importante manter em mente que a técnica não impede a formação de novas varizes, apenas elimina as já formadas. As varizes resultam de inúmeros fatores que devem ser considerados durante o tratamento, de modo que, caso as agressões se mantenham, como, por exemplo, ficar muito tempo em pé, é possível que futuramente sejam necessárias novas aplicações.

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Apenas o médico especialista (cirurgião vascular) é capaz de julgar, após avaliação técnica adequada, quais vasinhos podem ser tratados por escleroterapia e qual a forma mais apropriada de tratamento.

 

Prof. Dr. Alexandre Amato