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Insuficiência Venosa Crônica

Insuficiência Venosa Crônica

A insuficiência venosa crônica é uma condição muito frequente e as pessoas costumam confundi-la com as varizes. De fato, são situações que se relacionam, mas não são conceitos sinônimos.

É possível a pessoa ter insuficiência venosa crônica sem ter varizes e também é possível a pessoa ter varizes e não ter insuficiência venosa crônica. Então, são condições independentes, mas que têm alguns pontos em comum.

No artigo de hoje, vamos definir a insuficiência venosa crônica, saber como ela se manifesta e de que forma é feito o tratamento. Continue lendo e tire todas as suas dúvidas sobre a doença.

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O que é a insuficiência venosa crônica e por que ela acontece

A insuficiência venosa crônica, IVC, é uma alteração da pele e da gordura abaixo da pele decorrente da insuficiência venosa, refluxo venoso, hipertensão venosa, trombose venosa profunda e varizes. É uma doença muito comum em idosos e mulheres, atingindo especialmente a região das pernas e pés.

Por se tratar de uma doença crônica, a IVC vai evoluindo com o passar do tempo e, por ser muito comum, há a convicção médica de que, em algum momento da vida, tanto as mulheres quanto os homens sofrerão com o problema.

Veja a seguir algumas possíveis causas da IVC:

Insuficiência venosa: é a incapacidade do corpo em manter o equilíbrio do fluxo sanguíneo, geralmente em decorrência de alguma falha nas válvulas presentes nas veias e que impulsionam o sangue;

Trombose Venosa Profunda (TVP): a trombose venosa profunda acontece quando um coágulo sanguíneo obstrui a passagem do sangue pelos vasos. Além disso, é uma doença que danifica as válvulas propulsoras do sangue, aumentando a pressão venosa; 

Refluxo venoso: surge quando o fluxo sanguíneo não segue sua direção normal, de baixo para cima. Normalmente, isso acontece por mau funcionamento da veia ou da musculatura da panturrilha, responsável pelo bombeamento do sangue nos membros inferiores;

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Hipertensão venosa: trata-se do aumento da pressão dentro das veias que ocorre devido à falha no retorno venoso e  pela dificuldade encontrada pelo sangue para fazer o seu trajeto;

Varizes: as varizes são veias tortuosas, dilatadas e aparentes causadas pelo refluxo sanguíneo e que também comprometem a circulação do sangue nos membros inferiores. Quando a pessoa sofre com varizes, as chances da insuficiência venosa crônica chegar nos estágios mais avançados são maiores.

Além disso, temos também alguns fatores de risco para a IVC. Conheça agora quais são:

Como a insuficiência venosa se manifesta

A insuficiência venosa crônica se apresenta no corpo humano por meio de algumas alterações na pele, como:

  • Manchas;
  • Eczema;
  • Áreas que descamam e coçam;
  • Pele bastante endurecida por falta de elasticidade;
  • Inchaço ou edema causado pela retenção de líquidos;
  • Dor e sensação de cansaço;
  • Queimação ou formigamento;
  • Pele ressecada;
  • Feridas de difícil cicatrização, também conhecidas como úlceras, na região do tornozelo;
  • Alterações na cor da pele. As pernas ganham um aspecto escurecido, com pequenos pontos esbranquiçados. Tais pontos são áreas chamada de atrofia alba;
  • Pele mais fina, frágil e suscetível a ferimentos.

Sintomas como o inchaço, a dor e a sensação de cansaço são mais comuns no final do dia, após a pessoa ter ficado muito tempo em pé ou muito tempo sentada. A falta de estímulo à circulação do sangue piora a insuficiência venosa.

Também devemos lembrar que o sangue é responsável por levar oxigênio e nutrientes até os órgãos e tecidos do corpo humano. Quando isso não acontece, por alguma obstrução, por exemplo, tais áreas ficam sem oxigenação e perdem a vitalidade. Por isso, as pernas perdem o aspecto saudável que tinham.

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Os sintomas da insuficiência venosa crônica podem se tornar irreversíveis quando a doença está no seu estágio mais avançado, afetando de forma definitiva o aspecto da pele do indivíduo.

Classificação da insuficiência venosa crônica e tratamento

O paciente com doença venosa pode ser classificado em uma escala que vai do nível 1 ao nível 6. Quando a doença está no estágio acima de 3, já pode ser considerado uma insuficiência venosa crônica.

O inchaço é um dos sintomas que também comprova o grau de evolução desta enfermidade. Quanto maior for o comprometimento das veias, mais intenso será o edema.

Tratamento clínico

Quando o paciente está na fase mais avançada da doença venosa crônica, o tratamento clínico não é o mais indicado e sim o tratamento cirúrgico. 

Por tratamento clínico, entendemos ser aquele realizado com uso de medicamentos para restaurar a saúde das veias e a mudança nos hábitos diários, incorporando aquelas práticas mais saudáveis, além do acompanhamento regular com um cirurgião vascular.

O estágio mais avançado da doença exige um tratamento mais intensivo, mais agressivo, quase sempre, com a adoção de procedimentos cirúrgicos para melhor recuperação das veias adoecidas.

E, claro, este tratamento também inclui a adoção de hábitos saudáveis, as consultas regulares com o cirurgião vascular e o uso de medicamentos.

O acompanhamento da doença pelo cirurgião vascular deve ser feito com muito cuidado e bem de perto. Esse é um cuidado importante, uma vez que as complicações da IVC podem ser bem graves. 

Tratamento cirúrgico

Mesmo que seja uma intervenção minimamente invasiva, com uso de laser e radiofrequência, ainda assim, o tratamento cirúrgico é a melhor alternativa em vez do tratamento exclusivo com medicamentos que, em situações mais graves, não gera um efeito favorável ao paciente. 

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Concluindo, a insuficiência venosa crônica é uma doença que atinge especialmente a região das pernas e que evolui com o passar dos anos. É mais comum em mulheres, mas também atinge homens com frequência, principalmente os idosos. Pode ser causada por múltiplos fatores, dentre eles, as varizes, outra condição comum e que muitas vezes é confundida com a IVC. 

O paciente que possui insuficiência venosa crônica avançada deve ter um acompanhamento mais de perto do cirurgião vascular, sendo recomendada a realização de procedimentos cirúrgicos para restauração do fluxo sanguíneo, uma vez que o tratamento clínico já não é mais suficiente nestas situações. Em caso de algum sintoma suspeito, procure o seu cirurgião vascular.

Prof. Dr. Alexandre Amato

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