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Levantamento de dados mostra benefícios de cirurgia minimamente invasiva na coluna vertebral

Artigo documentou protocolo inédito para avaliar a evolução de saúde de 32 pacientes durante pré e pós-operatório de Discectomia Endoscópica Lombar

As cirurgias de coluna, assim como a medicina de modo geral, vêm evoluindo e deixando para trás a ideia de altos riscos para a mobilidade do paciente. Para tratamento de doenças como hérnia de disco na região lombar, já faz alguns anos que as tradicionais cirurgias abertas deram espaço ao “padrão-ouro” chamado de microdiscectomia lombar: procedimento minimamente invasivo que, a partir de uma pequena incisão, permite ao cirurgião afastar a musculatura e demais estruturas para acessar o disco herniado.

Padrão-ouro, nestes casos, é o tipo de cirurgia considerada mais adequada para tratar uma doença específica. Como nada é tão bom que não possa ser melhorado, novas técnicas vêm sendo desenvolvidas para evoluir o padrão-ouro e tornar o tratamento das hérnias discais ainda mais seguro.

Uma destas alternativas é a discectomia endoscópica percutânea lombar: igualmente minimamente invasiva, mas que utiliza aparelhos ultramodernos para fornecer alta definição e ampliar o campo de visão do cirurgião, reduzindo as chances de erros.

Embora os métodos sejam semelhantes em alguns aspectos, eu e meus colegas nos questionamos sobre a necessidade de observar e documentar a melhora dos pacientes já nas primeiras 48 horas pós-cirúrgicas, pois as avaliações habituais costumam iniciar apenas na 4ª semana.

Assim, avaliamos questionários pré e pós-operatório de 32 pacientes submetidos à discectomia endoscópica percutânea lombar entre os anos de 2014 e 2017, cujos resultados se mostraram seguros e positivos.

Toda investigação começa com um processo

Para seguirmos embasados em métodos científicos, selecionamos pacientes nivelados em algumas características, como: ter apenas uma hérnia de disco na coluna lombar, com sintomas acima de 3 meses, com falhas no tratamento conservador (medicamentos e atividades físicas), sem complicações adicionais como escorregamento de vértebra.

Como ferramentas de avaliação, elegemos três questionários:

  • Escala Visual Analógica (EVA): analisa o nível de dor do paciente tanto no local afetado quanto dor irradiada para outras regiões.
  • Índice de Incapacidade Oswestry (IIO): utiliza cerca de 10 critérios para analisar se há comprometimento da funcionalidade da coluna do paciente.
  • Questionário Roland-Morris: também avalia a capacidade funcional da coluna vertebral.

Por último, determinamos a linha do tempo para coletar, comparar e avaliar os dados: do pré ao pós-operatório, sendo este último em 6 intervalos; 48 horas, 1, 2, 4, 6, e 12 semanas.

Resultados evidenciam melhora dos pacientes logo após a cirurgia

Os resultados evidenciaram que todos os pacientes melhoraram estatisticamente já entre o período pré-operatório e 2 dias pós-operatório. Além disso, sua evolução continuou positiva nas 12 semanas seguintes.

Isso significa que, além dos benefícios já previamente conhecidos e explorados sobre a recuperação dos pacientes em médio e longo prazo, após a discectomia endoscópica percutânea lombar, conseguimos também comprovar tais vantagens para o curto prazo.

Ficamos felizes em colaborar com a medicina e a ciência fornecendo dados como esses, tão necessários para a tomada de decisões e para a segurança do paciente nos centros cirúrgicos.

Documentamos nosso protocolo de análise em um artigo especial na Revista Brasileira de Ortopedia, intitulado Evolução funcional após discectomia endoscópica lombar, uma avaliação mais precoce de 32 casos, que você acessa neste link.

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