O que é a circulação periférica?

Circulação periférica

Chamamos de circulação sanguínea o trajeto que o sangue faz dentro do nosso corpo, levando a todos os órgãos e tecidos o oxigênio e demais substâncias necessárias para o desempenho de suas funções. O coração é o responsável pelo bombeamento de sangue na área central do corpo. Quando essa circulação acontece na parte inferior do corpo e nos membros superiores, ela é chamada de circulação periférica e pode apresentar diversos problemas quando o fluxo sanguíneo se torna irregular. A seguir, vamos saber mais sobre circulação periférica, doenças relacionadas, sintomas e medidas de prevenção.

 

Circulação periférica: o que é

Circulação periférica é aquela que acontece em partes específicas do corpo como pernas, braços e abdômen. É isso que a diferencia da circulação geral, aquela que percorre todo o corpo humano, incluindo a região da cabeça.

Sempre que falamos em circulação é comum que as pessoas confundam com aquela que acontece no coração, uma vez que esse é o órgão responsável pelo bombeamento e distribuição geral de sangue. Então, para facilitar o entendimento, podemos dizer que ao falarmos em periférico, estamos nos referindo ao fluxo sanguíneo que não acontece no coração.

É importante fazer essa diferenciação porque ela elimina uma confusão também muito comum que é associar um problema de circulação periférica a problemas cardíacos, simplesmente porque envolvem o sistema circulatório. Fato que o nome “cardiovascular” ajuda a aumentar essa confusão. Contudo, não são problemas obrigatoriamente relacionados.

A circulação periférica pode ser comprometida por muitas doenças que não tem relação com problemas cardíacos, mas por insuficiência venosa provocada por lesões, doenças arteriais periféricas ou mau funcionamento de veias e vasos.

 

Má circulação periférica: o que é e por que acontece

A má circulação acontece quando o fluxo sanguíneo não segue o seu curso natural, sendo interrompido ou prejudicado por alguma doença que atinge os vasos sanguíneos. O resultado deste comprometimento é a ausência ou quantidade insuficiente de sangue nas pernas e pés.

Como vimos, o funcionamento correto do nosso corpo só acontece quando a circulação sanguínea segue seu fluxo normal. A má circulação periférica impede que pernas, pés e abdômen recebam o oxigênio necessário.

Sem oxigênio, os tecidos ficam comprometidos, fazendo surgir diversos sintomas. Em alguns casos mais graves, esses tecidos podem morrer, de fato, levando à amputação de membros inferiores. É uma situação muito comum em quem sofre com diabetes, por exemplo, e não mantém a doença controlada.

 

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Causas da má circulação

A principal causa da má circulação periférica é o endurecimento das artérias, provocado por doenças como a aterosclerose. Nesse tipo de enfermidade, placas de gordura se acumulam dentro das artérias, bloqueando a passagem de sangue e, consequentemente, de oxigênio.

A aterosclerose provoca também a doença arterial periférica (DAP ou DAOP), que se caracteriza pela diminuição do sangue nas artérias dos membros inferiores e que pode evoluir para a necrose dos tecidos afetados.

Outros fatores que causam a má circulação são as veias doentes, que também dificultam o fluxo sanguíneo, fazendo surgir um problema muito conhecido, especialmente, das mulheres que são as varizes. Estas são as principais consequências da insuficiência venosa.

 

Como identificar problemas na circulação periférica

Quando a má circulação sanguínea atinge a região periférica do corpo, existem alguns sintomas que logo indicam a presença de algum problema que merece ser investigado. Podemos citar:

  • Dor e cansaço nas pernas e pés;
  • Inchaço (edema);
  • Vermelhidão ou escurecimento da pele;
  • Presença de varizes e microvasos;
  • Pequenos ferimentos nas pernas e nos pés;
  • Sensação de formigamento nas pernas;
  • Cãibras;
  • Fadiga;
  • Fraqueza nas pernas;
  • Úlceras de difícil cicatrização etc.

 

Como prevenir a má circulação sanguínea e periférica

Não existe uma maneira que seja totalmente eficaz para evitar a má circulação sanguínea, contudo existem alguns cuidados que podem retardar o aparecimento ou evitar que algumas alterações surjam ou se agravem. Seguem as dicas:

 

Manter uma alimentação saudável

Focar em uma alimentação balanceada, com ingestão de alimentos naturais e evitando processados e industrializados. Evitar também alimentos muito calóricos ricos em açúcar e gordura.

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Fazer atividade física

Um fator que influencia diretamente a má circulação sanguínea é o sedentarismo. Ficar muito tempo sem mexer o corpo compromete o fluxo dos líquidos corporais.

 

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Perder peso

O sobrepeso e a obesidade geram uma sobrecarga enorme para pernas e pés, piorando quadros já existentes de doenças e estimulando o aparecimento de outras. Dieta e exercícios são eficazes para a redução do percentual de gordura no corpo.

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Combater o alcoolismo e o tabagismo

Beber e fumar são hábitos que comprometem severamente o funcionamento do corpo humano, especialmente seus órgãos internos, pois aceleram a morte precoce das células.

 

Evitar ficar muito tempo na mesma posição

Seja deitado ou em pé, ficar muito tempo em uma única posição é prejudicial à circulação sanguínea. Pessoas que trabalham o dia inteiro em pé ou sentadas ou em recuperação pós-cirurgia podem sofrer com problemas de circulação e insuficiência venosa como as varizes.

 

Consultar um médico vascular

O cirurgião vascular é a especialidade responsável pelo tratamento e cuidado das doenças relacionadas à má circulação periférica. Logo que sentir algum desconforto ou identificar alguma alteração na pele, a orientação é buscar o diagnóstico para facilitar o tratamento.

 

Cirurgião vascular ou cirurgião cardíaco? Qual procurar?

O cirurgião vascular trata do sistema circulatório, mas o coração não está entre os órgãos acompanhados por essa especialidade médica. Como dissemos, o cirurgião vascular cuida de problemas arteriais periféricos, que podem também atingir o coração, mas que, nesse caso, são tratados por outra especialidade, que é o cirurgião cardíaco ou cardiologista.

Em todo o caso, o indivíduo precisa procurar ajuda médica sempre que notar algum sintoma que sinalize o surgimento de alguma doença, seja ela de ordem periférica ou cardíaca. Caso o médico que o atenda verifique que o caso deve ser acompanhado por outra especialidade, ele mesmo fará essa recomendação ou encaminhamento do paciente.

Como vimos, a circulação periférica é aquela que percorre as áreas mais extremas do corpo como pernas, pés, abdômen e órgãos adjacentes. O coração, portanto, não está incluso. Assim, o médico que trata as doenças arteriais periféricas, cirurgião vascular, não é o mesmo que opera o coração que, no caso, é o cirurgião cardíaco.

Para evitar essas doenças, é preciso ficar atento aos sinais da má circulação sanguínea na região periférica do corpo, observando alterações desconfortáveis nas pernas e buscando ajuda médica logo que perceber algo fora do normal. E, claro, não se esquecer de cultivar hábitos saudáveis, fundamentais para a saúde não só do sistema vascular e circulatório, mas de todo o corpo humano.