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Andrógeno

Andrógenos

Andrógenos são hormônios masculinos responsáveis pelo desenvolvimento das características sexuais masculinas. É produzido pelo homem, através dos testículos, e também pelas mulheres, por meio dos ovários.

A testosterona é o tipo mais comum, mas também temos mais duas variações:

  • DHEA (dehidroepiandrosterona): hormônio produzido a partir do colesterol e que participa da produção de hormônios sexuais, como o estrogênio masculino e feminino.
  • DHT (Dihidrotestosterona): derivado da testosterona, responsável pela diferenciação dos genitais masculino e feminino durante a formação do embrião.

Apesar de ser um hormônio tipicamente masculino, mulheres também possuem a testosterona em seu organismo, com função semelhante. Porém, o hormônio tem uma produção bem menor se comparada aos homens.

A ação da testosterona em mulheres só é percebida facilmente quando a produção deste hormônio acontece de forma desequilibrada, conferindo à mulher características naturalmente masculinas, dentre outros sintomas.

Para que serve um hormônio andrógeno

Como vimos, os hormônios andrógenos possuem funções específicas, de acordo com o tipo de cada um. A testosterona, principal deles, é quem participa da formação das características naturais masculinas e femininas.

Além disso, também exerce um papel importante na fertilidade tanto do homem quanto da mulher.

Nos homens, o andrógeno participa da produção e amadurecimento do espermatozoide, gameta masculino, influencia na potência e desejo sexual e também no envelhecimento do indivíduo.

Já nas mulheres, a testosterona é responsável pelo aumento e controle da libido sexual, um estimulante para a ovulação e favorecimento da gravidez. Quando está ovulando, o desejo sexual aumenta, elevando as chances de uma gestação.

Além disso, a testosterona aumenta a probabilidade da mulher ter uma gravidez bem sucedida, uma vez que são liberados óvulos mais saudáveis e com mais facilidade. 

A qualidade desse material é muito importante para uma gestação obtida através de meios naturais, como o coito sexual em dias férteis, ou por meio de inseminação artificial, quando há a junção do gameta masculino e feminino com ajuda externa. 

O uso de andrógenos na reprodução assistida

Diante da importância dos andrógenos na melhora da fertilidade da mulher, a Medicina tem adotado o uso desses hormônios de uma maneira inteligente, buscando sempre os resultados mais eficazes para o objetivo do casal que deseja engravidar.

Assim, durante a técnica de reprodução assistida, os andrógenos atuam como auxiliares estimulando a liberação do óvulo em tempo hábil e melhorando a qualidade dos gametas femininos. 

Eles também influenciam no crescimento dos folículos em tempo adequado, além de melhorar a formação dos óvulos e impedindo a degeneração ovular, uma das causas do não prosseguimento de uma gravidez.

Por isso, a suplementação de DHEA e uso de testosterona podem ser medidas tomadas pelo médico que acompanha a reprodução para tentar garantir que a fertilização seja bem sucedida a partir da estimulação ovariana.

Lembramos que a estimulação da ação dos ovários faz parte da técnica de reprodução assistida nos casos em que a mulher não tem uma ovulação regular e o médico precisa ter acesso a este material para a formação dos embriões.

Importância do equilíbrio de andrógenos no corpo humano

Apesar da real importância dos andrógenos para a saúde sexual e para a fertilidade tanto em homens quanto em mulheres, precisamos destacar que o excesso de hormônios sexuais não é o recomendado, podendo causar mais riscos do que benefícios. 

A suplementação é indicada quando há baixa deste material no corpo humano e a orientação é válida para o público masculino e feminino. Do contrário, o excesso pode causar câncer de mama e de ovário, doenças hepáticas, aumento do colesterol e infarto.

Andrógenos em excesso: sinais

Nas mulheres, o excesso de hormônios sexuais andrógenos podem provocar, principalmente:

Aumento da quantidade de pelos corporais

Essa condição é conhecida como hirsutismo e sua característica é o nascimento de muitos pelos em locais onde eles não deveriam existir nessa quantidade, como buço, rosto, axila, abdômen e tórax.

Apesar de inúmeras técnicas modernas estarem aptas para a eliminação destes pelos indesejáveis, em alguns casos, a intervenção medicamentosa pode ser a única maneira de, realmente, ficar livre do sintoma.

Surgimento de acne

Quando em excesso no corpo feminino, a testosterona age na produção exagerada de sebo, por sua vez, produzido pelas glândulas sebáceas. Esse sebo fica acumulado na raiz do pelo, causando acne e inflamação folicular.

Além de ser uma demonstração do desequilíbrio hormonal, a acne também influencia diretamente na autoestima e na qualidade de vida do indivíduo, especialmente quando afeta mulheres e causa ferimentos e cicatrizes profundas no rosto.

SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos)

A SOP é uma das manifestações mais comuns do excesso de testosterona na mulher, sendo também um dos causadores mais conhecidos dos problemas de infertilidade nesse público.

Isso porque a SOP atrapalha a ovulação da mulher, fazendo com que as menstruações aconteçam de forma irregular e, obviamente, influenciando no encontro do óvulo com o espermatozoide.

Além disso, as mulheres estão mais suscetíveis a sofrer com outras complicações graves, como:

Diante de qualquer sintoma que indique a presença de alguma doença, é imprescindível que a mulher busque acompanhamento com seu ginecologista de confiança.

Nos homens, o excesso de andrógenos também geram efeitos desagradáveis e perigosos, como:

  • Hipertensão arterial;
  • Irritabilidade, ansiedade e agressividade;
  • Calvície e excesso de pelos em outras partes do corpo;
  • Maior risco de trombose;
  • Inchaço nas mãos e nos pés;
  • Crescimento da próstata.

Nesses casos, o acompanhamento deve ser feito com o urologista, médico especialista no tratamento da saúde do homem.

Andrógenos em deficiência: sinais

Se o excesso não é bom, a falta também não é o ideal. Nas mulheres, a baixa quantidade de testosterona pode causar:

  • Falta de apetite sexual;
  • Ganho de peso;
  • Perda de massa magra;
  • Mal estar;

Nos homens, os sinais da deficiência são similares e incluem:

  • Disfunções sexuais;
  • Dificuldade de ereção;
  • Baixa produção de espermatozoides;
  • Doenças emocionais: depressão e ansiedade;
  • Dificuldade em alcançar o orgasmo;
  • Desânimo e falta de motivação.

Como pudemos perceber, os andrógenos não são apenas responsáveis pelas características sexuais do homem e da mulher. Eles também estão diretamente ligados à fertilidade do casal, devendo se manter sempre em equilíbrio. A averiguação da quantidade desses hormônios e a necessidade de suplementação são tarefas exclusivas do médico que acompanha cada indivíduo. Para orientações mais específicas, consulte o seu médico.

Dra. Juliana Amato

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