O coração do homem na era digital [3/4]

Ao perceber a ameaça, o cérebro emite ordens para mobilizar imediatamente a defesa que é ativada com a descarga de adrenalina no sangue, para manter o estado de alerta. Isso acontece normalmente quando o organismo precisa de respostas rápidas e de curta duração. Nessas ocasiões, o coração bate mais rápido, a respiração muda, a pressão arterial eleva-se, as artérias dos músculos dilatam-se e a transpiração aumenta. Há  desvio de sangue do cérebro, do coração e dos rins, prejudicando a irrigação desses órgãos em favor dos músculos periféricos. Tudo isso acontece para que o indivíduo possa, por exemplo, fugir de uma situação perigosa ou lutar fisicamente com o agressor. Como na maioria das vezes, não há confronto e nem fuga, conseqüentemente a descarga é desviada para algum “órgão de choque” – o qual se encarrega de assumir o problema. Isso se repetido ao longo de uma vida explica a existência de gastrite, úlcera, pressão alta, infarto, como conseqüência do estresse psicológico.
Uma das características do estresse, é que o organismo sempre se prepara da mesma forma para enfrentar as ameaças, seja qual for o grau do perigo que representa. Na verdade, a ocorrência do estresse sequer exige que haja perigo real. Basta uma súbita mudança, ou ameaça de mudança, no estado de equilíbrio. Até uma boa notícia pode causar estresse. Nos seres humanos, o processo do estresse é basicamente idêntico ao verificado nos animais, a diferença é que nos homens o papel da imaginação é muito significativo. Apenas um pensamento ruim pode gerar o estresse.
Já está amplamente demonstrado que, quando membros de uma determinada sociedade com níveis pressóricos normais experimentam a modernização ocidental, é comum a elevação dos valores médios da Pressão Arterial. Um grande número de estudos indica que a hipertensão é uma doença rara ou quase não existente em sociedades que mantêm um estilo de vida tradicional e que fundamentalmente apareceu quando a urbanização e o padrão de vida ocidental foram amplamente adotados. Este fenômeno tem sido atribuído ao fato de que a vida moderna demanda dos indivíduos uma crescente sobrecarga adaptativa com repercussões emocionais e orgânicas visíveis. 
Quer saber como controlar o estresse? 
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Autor: Prof. Dra. Marisa Amato

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