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Geriatria

O que é Geriatria?
Geriatria é a especialidade da medicina que se ocupa do envelhecimento: prevenção, diagnóstico e o tratamento de doenças no idoso, além de cuidados gerais necessários para a atenção à saúde em idades avançadas.
Não confundir com Gerontologia, que é um termo mais amplo abrangendo o estudo do envelhecimento em si e englobando diversas ciências que estudam o idoso.

Quando se diz que uma pessoa é idosa?
O conceito de idoso vem mudando no decorre do tempo. Quanto mais se aumenta a expectativa de vida útil, mais tarde o indivíduo é considerado idoso. Esse conceito também é diferente conforme a situação socioeconômica do país e do indivíduo. A Organização Mundial da Saúde estabeleceu a idade de 65 anos para se considerar o indivíduo idoso, nos países desenvolvidos e 60 anos para aqueles em desenvolvimento.
As pessoas não envelhecem na mesma velocidade, assim como, em cada indivíduo, seus órgãos também envelhecem com velocidades diferentes. O processo de envelhecimento é individual, sendo o resultado da interação entre os fatores genéticos e ambientais.

Quais são os objetivos do Geriatria?
Os objetivos da geriatria são manter a autonomia (capacidade de decidir), a independência (capacidade de realizar) e prevenir a Incapacidade, para garantir a qualidade de vida. A prevenção no idoso é fundamental para evitar que os diagnósticos sejam feitos, numa fase tardia, quando a doença já está complicada.
Mesmo o idoso aparentemente saudável requer cuidados especiais, pois as manifestações de doenças são insidiosas, muitas vezes atípicas, sub-clínicas, com sintomas inespecíficos e geralmente não relatados. O processo natural de envelhecimento associado às doenças crônicas, levam à redução da capacidade funcional ao longo da vida.
A geriatria visa:

  • Manutenção da Saúde em idades avançadas
  • Melhora na qualidade de vida do idoso
  • Manutenção do máximo grau de independência e autonomia funcional
  • Prevenção de doenças
  • Diagnóstico e tratamento precoce
  • Extensão da expectativa de vida ativa
  • Reabilitação no caso de doenças com seqüelas
  • Cuidado e apoio durante doenças terminais

O que é a prevenção para idosos?

  • Corrigir os hábitos deletérios como alimentação não balanceada, inatividade física, tabagismo, obesidade, abuso de drogas;
  • Não postergar diagnósticos e tratamento adequado das doenças;
  • Usar medicamentos racionalmente (prescrição consciente, início e término, respeito à orientação, uso x abuso, evitar auto-medicação, efeitos "mágicos”);
  • Orientação quanto a vacinas;
  • Equilibrar os ambientes emocionais;
  • Ampliar a rede de apoio;
  • Não deixar que o idoso crie expectativas de “rejuvenescimento ou da eterna juventude”;
  • Estimular a prática de atividade física: aeróbica para o aumento de da capacidade cardiorrespiratória, e exercícios resistidos (musculação) visando aumentar a força muscular, melhorar o equilíbrio,a massa óssea prevenir quedas, bem como unir os benefícios físicos aos sociais;
  • Adequar o ambiente doméstico, diminuindo assim o risco de acidentes como quedas e suas conseqüências, muitas vezes de prognóstico sombrio;
  • Educar os cuidadores dos idosos dependentes, bem como reconhecer o seu adoecimento.

Quando se deve consultar um médico geriatra?
Teoricamente o idoso deve se consultar de rotina com o médico geriatra, da mesma maneira que uma criança consulta o pediatra para fazer a puericultura, ou seja verificar suas condições nutricionais, vacinas, uso adequado de medicação, etc.
Qualquer indivíduo acima de 60 anos que tenha algum sintoma ou queira programar sua velhice com saúde, independentemente, de estar fazendo tratamento com algum especialista, deve procurar orientação com o Geriatra. Esse profissional tem a visão mais abrangente dos problemas do paciente idoso. Sua função nesse contexto é diferente da do especialista e muito bem definida.
O grupo de idosos, definido pela Organização Mundial de Saúde, em situação de risco, abaixo relacionados, devem necessariamente consultar o geriatra.

  • Idosos com mais de 80 anos;
  • Os que vivem sozinhos;
  • Mulheres idosas, sobretudo viúvas ou solteiras;
  • Os que vivem em instituições;
  • Aqueles socialmente isolados;
  • Idosos sem filhos;
  • Aqueles com limitações graves ou disfunções;
  • Casais de idosos em que um deles é incapacitado ou está muito doente;
  • Aqueles com poucos recursos financeiros

 

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