Minhas pernas doem: principais causas e o que fazer

Pernas doem

Dor nas pernas é um sintoma que pode indicar desde um cansaço natural, passando por traumas físicos e chegando a doenças vasculares. A dor pode ser leve e de fácil tratamento, mas também pode ser incapacitante impedindo a mobilidade do indivíduo. Veja a seguir as principais causas dessa dor e o que fazer para controlar ou eliminar o desconforto.

Dor nas pernas: cansaço ou doença?

Quando a dor nas pernas é resultado de um dia cansativo de trabalho, por exemplo, o esperado é que essa dor desapareça quando o indivíduo entra em repouso. Se for uma consequência de algum esforço físico em demasia, como a prática de uma atividade física, alguns dias são suficientes para o corpo voltar ao normal.

O mesmo acontece quando a dor é ocasionada por algum trauma local como uma pancada leve na região. Após alguns dias, as pernas já não sentem aquele desconforto, desde que o problema tenha sido tratado corretamente.

Agora, quando demora a desaparecer ou quando não tem uma causa aparente, a dor nas pernas exige um pouco mais de atenção e investigação, pois pode ser o sinal de alguma doença e precisa ser tratada o quanto antes para que não se torne um problema crônico.

Principais causas das dores das pernas

Diversos problemas de saúde podem causar dor nas pernas. Entretanto, algumas causas são mais comuns do que outras. Confira quais são eles:

Doença arterial obstrutiva periférica (DAOP)

A principal característica dessa doença é a claudicação intermitente. Enquanto está caminhando, o indivíduo sente uma dor na perna que o obriga a parar até que essa dor seja aliviada. Ele volta a caminhar e em pouco tempo a dor surge novamente. É como se ele estivesse mancando.

A dor é causada devido a uma insuficiência sanguínea nas pernas, impedindo o oxigênio de chegar em toda a sua extensão. Na hora de fazer um esforço, a perna não tem oxigênio e nem força suficiente e o músculo começa a doer.

Os fatores de risco para a DAOP são: tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, má alimentação, obesidade, hipertensão, diabetes e doenças coronarianas. Além de adotar hábitos mais saudáveis, é preciso procurar um cirurgião vascular para iniciar o tratamento.

Aterosclerose

A aterosclerose acontece quando a artéria sofre lesões decorrentes especialmente da idade avançada do indivíduo. A partir daí, placas de gordura se fixam nas paredes das artérias impedindo a circulação regular do sangue e a chegada do oxigênio em diversas regiões do corpo.

Além de causar dor nas pernas, a aterosclerose também aumenta o risco de doenças mais graves como isquemias dos membros inferiores, feridas de difícil cicatrização que podem evoluir para amputações, infarto, acidente vascular cerebral e até morte súbita.

A mudança na alimentação é a principal maneira de prevenir a aterosclerose, com consumo maior de alimentos anti-inflamatórios como brócolis, gengibre, alho, açafrão, frutas cítricas, beterraba, espinafre, batata doce, cebola, pimentão vermelho, grãos e outros.

Erisipela

A erisipela é uma doença infecciosa causada por uma bactéria que chega até a parte interna dos membros inferiores através de ferimentos na pele. Os principais sintomas são feridas dolorosas nas pernas e vermelhidão. A erisipela pode evoluir para o linfedema, que é o acúmulo de líquido no corpo.

Se o indivíduo tiver surtos frequentes de erisipela, a doença pode evoluir para a elefantíase, uma inflamação dos vasos linfáticos que provoca inchaço anormal de uma das pernas. Para evitar a erisipela é preciso reforçar a higiene dos pés, evitando a incidência de micoses e tratar ferimentos e outras lesões logo que elas surgirem.

Varizes

Varizes são veias doentes, dilatadas e saltadas que indicam o início de uma insuficiência venosa. Ou seja, é um sinal de que a circulação sanguínea nos membros inferiores não está acontecendo como deveria. Além do desconforto estético, as varizes também provocam dor nas pernas.

Para aliviar o incômodo, é recomendado o uso de meias de compressão, elevação das pernas para facilitar a circulação sanguínea, redução de peso para diminuir a sobrecarga sobre os membros e procurar ajuda médica para um tratamento cirúrgico, o mais indicado em casos mais graves da doença.

Trombose venosa superficial

Também chamada de tromboflebite, essa doença atinge a parte mais externa da pele e se caracteriza pela presença de um trombo dentro das veias, dificultando a passagem do sangue e inflamando a região. Além da dor, o indivíduo pode sentir calor no local.

Na pele, a tromboflebite tem a aparência de um cordão grosso, saltado e avermelhado demonstrando a presença de um trombo dentro da veia, que pode ser uma veia sadia ou pode ser uma veia doente, ou veia varicosa.

A tromboflebite pode estar associada a outra doença mais grave, a trombose venosa profunda. O uso de meias de compressão pode aliviar os sintomas, mas o acompanhamento de um médico especialista é fundamental para impedir a evolução da doença.

Trombose venosa profunda (TVP)

A doença se caracteriza pela presença de coágulos dentro das veias mais internas dos membros inferiores, impedindo o fluxo sanguíneo, provocando dor e inchaço na região. Em alguns casos, é possível que não haja sintomas.

A trombose venosa profunda é uma doença grave porque pode evoluir para uma complicação ainda mais preocupante, que é a embolia pulmonar. A embolia pulmonar acontece quando um coágulo se desprende do seu local de origem e chega até os pulmões, impedindo a entrada de oxigênio, podendo levar o indivíduo a óbito em pouco tempo.

Algumas causas comuns da TVP são traumas associados a fraturas e longos períodos sem movimentar o corpo, após cirurgias, por exemplo. Quem está em tratamento contra o câncer também pode apresentar o problema, além de pessoas com insuficiência cardíaca e gestantes no final da gravidez e logo após o parto.

A principal orientação é buscar ajuda médica logo que perceber algum sintoma característico e tratar o problema antes que ele se complique ainda mais.

Lipedema

O lipedema é uma doença crônica que atinge basicamente mulheres e se caracteriza pelo acúmulo de gordura na parte inferior do corpo, como quadris, pernas e tornozelos. A gordura acumulada não é a mesma da obesidade e, por isso, não é eliminada com dieta e exercício físico.

Além de dor, o lipedema pode causar inchaço, mobilidade reduzida, sensibilidade em excesso, hematomas frequentes, cansaço extremo dentre outros sinais incômodos. A doença não tem tratamento definitivo, mas uma boa alimentação pode reduzir as inflamações causadas e aliviar o desconforto, além da prática de atividades físicas diárias.

A dor nas pernas pode ser o sintoma de muitas doenças e a melhor maneira de tratar essa dor é identificando a raiz do problema. Portanto, é fundamental buscar ajuda entrando em contato com um cirurgião vascular, especialista no assunto e que pode diagnosticar e prescrever o melhor tratamento para cada caso.

 

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